top of page

Ideias para quebrar ciclos tóxicos entre mulheres do JJB

O texto que trago nesta publicação foi postado no Instagram em 11 de março de 2025, através do perfil @NEURODIVERGENT_GRAPPLER em colaboração com os perfis @BJJ.WIKI e @GRAPPLELIKEAGIRLBJJ.


@NEURODIVERGENT_GRAPPLER é um perfil oficial cujo propósito é "quebrar barreiras no JJB para atletas neurodivergentes". Na sua descrição, o(a) proprietário(a) apresenta-se como "escritor(a)". Acompanho o perfil pois as postagens costumam trazer recortes e análises precisas sobre os ambientes das academias de Jiu-Jitsu, com bastante enfoque nas relações sociais e de poder, e uma pitada generosa de crítica à cultura "mainstream" da comunidade do Jiu-Jitsu. E não poderia ser diferente, visto o propósito de dar visibilidade a atletas neurodivergentes.


É interessante notar que padrões que me parecem ser observados em academias dos EUA ocorrem em academias de Jiu-Jitsu localizadas no Brasil. Por isso, a escolha do texto da postagem intitulada "Mulheres Apoiando Mulheres no Jiu Jitsu: Quebrando o Ciclo Tóxico". Acredito ser senso comum em nosso meio ideias como "as mulheres no Jiu-Jitsu são desunidas", "não dá certo colocar mulheres juntas no tatame", "quando vocês rolam parece que uma quer matar a outra", "quem mais dificulta a união entre as mulheres no jiu-jitsu são as próprias mulheres". De fato, ideias como essas encontram lastro na realidade. Entretanto, é mais complicado do que você pensa.


Na legenda, neurodivergent_grappler O jiu-jitsu pode ser uma forma incrível de construir confiança, resiliência e amizades fortes, mas, às vezes, a cultura pode, involuntariamente, criar competição, ciúme e divisão entre as mulheres. De oportunidades limitadas a expectativas de gênero, o ambiente pode tornar mais difícil para as mulheres apoiarem umas às outras e, em vez disso, criar um ambiente que gera tensão e ressentimento.

Mas não precisa ser assim. Ao reconhecer esses padrões, podemos promover uma cultura onde as amizades femininas no jiu-jitsu prosperam. ❤️🫂


Esse é o meu convite para a leitura... desejo uma boa reflexão a você!




Mulheres Apoiando Mulheres no Jiu Jitsu: Quebrando o Ciclo Tóxico


@NEURODIVERGENT_GRAPPLER


01 Mentalidade de Escassez


Muitas academias têm poucas mulheres, o que pode criar um sentimento de competição em vez de comunidade.


Como Acontece: Se você é uma das poucas mulheres na sua academia, pode sentir pressão para ser "a melhor" grappler para ganhar respeito. Algumas mulheres sentem que precisam competir por aprovação, seja dos treinadores, parceiros de treino ou faixas mais altas. Isso pode levar a ressentimento entre as colegas de equipe em vez de camaradagem.


Solução: Mude da competição para a colaboração. Apoie ativamente as novas mulheres que entram, não as veja como uma ameaça. O sucesso de outra mulher não tira o seu. Quanto mais mulheres habilidosas houver, mais for

te sua academia se torna. Defenda mais aulas para mulheres ou conversas abertas sobre a criação de espaço para atletas femininas.


02 Oportunidades Desiguais


Algumas mulheres podem receber mais atenção ou oportunidades de treino do que outras, criando ressentimento.


Como Acontece: Os treinadores podem dar a certas mulheres mais tempo, conselhos ou promoções, enquanto negligenciam outras sem intenção. Isso nem sempre é baseado na habilidade, às vezes é sobre relacionamentos pessoais, aparência ou quem é mais extrovertida socialmente. Esse favoritismo pode criar uma hierarquia entre as mulheres, onde algumas se sentem valorizadas e outras se sentem invisíveis.


Solução: Se você notar um padrão de favoritismo, converse em particular e profissionalmente com um treinador. Em vez de sentir ressentimento, encontre maneiras de elevar as outras, treine com alunas mais novas e incentive o crescimento. Se você está se beneficiando de mais atenção no treino, reconheça isso e ajude as outras.


03 Hierarquias e Favoritismo na Academia


Promoções e papéis de liderança no BJJ podem parecer políticos, causando atrito entre as mulheres.


Como Acontece: Algumas mulheres recebem promoções de faixa mais rápido que outras, às vezes com base em conexões em vez de habilidade. Mulheres que expressam preocupações sobre desigualdade podem ser rotuladas como "dramáticas" ou "ciumentas". Muitas vezes há uma falta de treinadoras ou tomadoras de decisão, tornando mais difícil para as mulheres se sentirem representadas.


Solução: Foque na transparência e no crescimento pessoal. Se você se sentir ignorada, tenha um diálogo aberto com seu treinador sobre onde você precisa melhorar. Pressione por mais liderança feminina na academia, apoie mulheres que querem ensinar ou competir. Em vez de se ressentir da promoção de outra mulher, pergunte-se: O que posso aprender com a jornada dela?


04 Pressão para se Provar


Muitas vezes, espera-se que as mulheres "provem" sua resistência de maneiras que os homens não precisam.


Como Acontece: Praticantes do sexo feminino às vezes são tratadas como "menos sérias" sobre o esporte. Algumas mulheres pegam muito pesado umas com as outras no treino para estabelecer domínio. Isso cria um ambiente onde cada rola parece uma batalha em vez de uma experiência de aprendizado.


Solução: Reconheçam os pontos fortes umas das outras. Em vez de ver outra mulher como uma rival, peça conselhos a ela, role com ela com frequência e melhorem juntas. Reconheça que suas parceiras de treino não são suas inimigas. Você pode treinar duro e ainda assim ser respeitosa. Incentive uma cultura de feedback construtivo em vez de ressentimento silencioso.


05 Dinâmicas Sociais e Românticas


Namoro, flerte e favoritismo nas academias podem criar tensão e quebrar a confiança entre as colegas de equipe.


Como Acontece: Se uma mulher namora um treinador ou um faixa mais alta, outras podem assumir que ela está recebendo tratamento especial. Mulheres que rejeitam investidas indesejadas de colegas de equipe masculinos podem se ver socialmente excluídas ou ser alvo de fofocas. Algumas mulheres sentem pressão para competir pela atenção masculina em vez de focar no próprio treino.


Solução: Se você está em um relacionamento dentro da academia, mantenha o treino separado da dinâmica pessoal. Apoie as colegas de equipe se elas sofrerem assédio ou investidas indesejadas. Mude o foco do status social para o desenvolvimento de habilidades, seu jiu-jitsu deve ser sobre VOCÊ, não com quem você está namorando.


Como Podemos Consertar Isso


Quebrar o ciclo de toxicidade entre mulheres no jiu-jitsu começa com o apoio ativo umas às outras. Em vez de ver outras mulheres como competição, é crucial celebrar os sucessos umas das outras e elevar umas às outras. Apontar o favoritismo e a desigualdade quando acontecem, seja em oportunidades de treino, promoções ou dinâmicas sociais, ajuda a criar uma cultura de academia mais inclusiva. Incentivar mais aulas para mulheres, defender treinadoras e ter conversas abertas sobre esses desafios pode criar uma comunidade feminina mais forte e unida no esporte.


Se surgirem tensões entre as colegas de equipe, a melhor abordagem é a comunicação direta e honesta. Muitos conflitos surgem de mal-entendidos ou frustrações não ditas. Abordar essas questões abertamente, em vez de deixar o ressentimento crescer, pode ajudar a prevenir divisões desnecessárias."


Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page